Pai desbloqueia telefone do filho morto há um ano e vê vídeo do assassino
Um caso que chocou a comunidade ganhou novos desdobramentos nesta semana. Um pai conseguiu desbloquear o celular do filho, assassinado há mais de um ano, e encontrou um vídeo que mostra o rosto do suspeito. A gravação, feita pouco antes do crime, foi entregue à polícia e pode ser a chave para solucionar o homicídio.
O crime não resolvido
O filho, um jovem de 24 anos, foi morto a tiros em uma via pública em junho do ano passado. As investigações iniciais não avançaram por falta de testemunhas e provas materiais. A família sempre acreditou que o assassino era alguém próximo, mas não tinha como provar. O telefone do rapaz, protegido por senha, permanecia intocado desde a morte.
Durante meses, o pai tentou lembrar possíveis senhas. “Tentei aniversários, números de documento, combinações que ele usava”, contou em entrevista. Nenhuma funcionava. Ele chegou a procurar ajuda de um técnico em informática, que explicou que, sem a senha, o acesso aos dados era praticamente impossível em aparelhos modernos.
A descoberta do vídeo
No último mês, o pai decidiu tentar mais uma vez. Dessa vez, ele usou uma data especial para a família — o dia em que o filho completaria 25 anos. Para sua surpresa, o telefone desbloqueou. Imediatamente, ele começou a vasculhar as galerias e aplicativos de mensagens.
Foi então que encontrou um vídeo gravado na noite do crime. As imagens, feitas pelo próprio filho em uma festa, mostram uma discussão e, em determinado momento, o rosto de um homem que a polícia acredita ser o autor dos disparos. “Meu coração parou quando vi aquela cena”, disse o pai.
Repercussão e investigação
O vídeo foi levado à delegacia, que agora trabalha com a hipótese de que o assassinato teve motivação pessoal. O suspeito, ainda não identificado oficialmente, aparece claramente nas imagens. A polícia já solicitou mandados de busca e apreensão e ouve testemunhas que estavam na festa.
O caso ganhou destaque na imprensa local e reacendeu o debate sobre o acesso a dados digitais em investigações criminais. Especialistas apontam que a retenção de provas em dispositivos móveis é cada vez mais comum, mas o bloqueio por senha ainda é um obstáculo para famílias que buscam respostas.
Lições e precauções
Especialistas em segurança digital recomendam que usuários mantenham cópias de segurança de arquivos importantes e compartilhem senhas de emergência com pessoas de confiança. No caso de falecimento, o acesso a dados pode ser crucial para resolver crimes ou encerrar assuntos pendentes.
O pai, que prefere não se identificar, espera que a justiça seja feita. “Não vou descansar enquanto o assassino do meu filho não pagar pelo que fez”, afirmou. A polícia continua as investigações e acredita que o caso pode ser esclarecido nas próximas semanas.