Marcha da Maconha debate criminalização do funk e violência policial nas periferias

A Marcha da Maconha é um movimento social que ocorre anualmente em diversas cidades brasileiras, reunindo ativistas, estudantes, artistas e cidadãos em defesa da legalização da cannabis e de pautas associadas à justiça social. Em sua edição mais recente, o evento trouxe ao centro do debate dois temas urgentes: a criminalização do funk e a violência policial nas periferias.

O funk, gênero musical nascido nas favelas cariocas e hoje presente em todo o país, tem sido historicamente alvo de repressão e estigmatização. Durante a Marcha, manifestantes e especialistas apontaram que a criminalização do funk está diretamente ligada a uma política de criminalização da pobreza e da cultura periférica. A liberdade artística e o direito à expressão cultural foram defendidos como pilares de uma sociedade democrática.

Outro ponto central foi a violência policial nas periferias. Relatos de abuso de autoridade, invasões domiciliares e execuções sumárias foram compartilhados, gerando comoção e indignação. A Marcha reivindicou o fim da guerra às drogas, que atinge desproporcionalmente jovens negros e moradores de comunidades carentes. A descriminalização da maconha foi apresentada como uma medida para reduzir o encarceramento em massa e enfraquecer o poder do tráfico.

O evento contou com rodas de conversa, apresentações musicais, feiras culturais e atos simbólicos, reforçando a união entre a luta antiproibicionista e as pautas antirracistas. Organizadores destacaram a importância de ocupar as ruas para visibilizar demandas históricas e construir alternativas ao modelo punitivista.

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