O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) por aproximadamente quatro horas. A sessão foi reservada e contou com a presença de ministros, representantes do Ministério Público e advogados de defesa.
O interrogatório foi considerado produtivo por fontes próximas ao caso. Mauro Cid respondeu a todas as perguntas de forma direta e apresentou uma narrativa consistente com documentos já anexados ao inquérito. Entre os pontos fortes do depoimento, destacam-se a coerência cronológica dos fatos narrados, a entrega voluntária de materiais digitais e a ausência de contradições relevantes com outras provas colhidas. Também foi notada sua disposição em colaborar com o fornecimento de senhas e acesso a arquivos pessoais, agilizando as análises periciais.
A longa duração da oitiva indica que os investigadores exploraram a fundo cada tópico, buscando esclarecer pontos nebulosos das investigações. A defesa de Mauro Cid avaliou positivamente o depoimento, afirmando que seu cliente colaborou integralmente com a Justiça.
O depoimento faz parte do inquérito que apura atos antidemocráticos e a suposta tentativa de golpe de Estado. Especialistas jurídicos acreditam que a postura colaborativa de Cid pode influenciar o andamento do processo e eventualmente reduzir sua exposição penal. As informações prestadas devem fortalecer a linha acusatória em aspectos cruciais, sem comprometer a validade das provas já existentes.
O conteúdo do interrogatório será incorporado ao inquérito que tramita em sigilo. Para acompanhar mais atualizações sobre este e outros temas políticos, acesse a página de Política do WebTV Brasil ou retorne à página inicial.