Ex-conselheiro de Trump pede que Musk seja “deportado imediatamente”
Um ex-conselheiro de Donald Trump, que ocupou cargo de destaque na Casa Branca durante a gestão republicana, utilizou suas redes sociais neste final de semana para pedir a deportação imediata de Elon Musk, CEO da Tesla, SpaceX e proprietário do X (antigo Twitter). A declaração foi feita em meio a uma escalada de críticas de Musk às políticas migratórias e econômicas do governo Trump, que classificou como "retrógradas".
Em uma série de postagens, o ex-assessor afirmou que Musk representa "uma ameaça à segurança nacional" e que sua permanência nos Estados Unidos seria "inaceitável". "Musk não é patriota. Ele deve ser deportado imediatamente para a África do Sul", escreveu. A identidade do ex-conselheiro não foi confirmada independentemente, mas veículos de imprensa americanos identificaram tratar-se de um ex-funcionário sênior da administração Trump.
Musk, que nasceu em Pretória, na África do Sul, obteve a cidadania americana em 2002 e é legalmente residente nos EUA. Especialistas em direito imigratório consultados pela imprensa explicam que a deportação de um cidadão naturalizado é juridicamente complexa e geralmente requer condenação por crimes graves, como terrorismo ou espionagem. Até o momento, não há qualquer acusação formal contra o bilionário.
O episódio ocorre em um contexto de forte polarização política nos Estados Unidos. Musk tem se posicionado cada vez mais em temas controversos, como liberdade de expressão nas redes sociais e políticas de imigração, o que tem gerado atritos tanto com democratas quanto com republicanos. O próprio Trump já se referiu a Musk como "artista de golpes" em ocasiões anteriores.
Analistas políticos avaliam que o pedido de deportação tem mais peso simbólico do que prático, refletindo a insatisfação de setores conservadores com a influência do bilionário. "Isso é mais um sinal das divisões internas do país do que uma ameaça real", comentou um cientista político de uma universidade americana em entrevista a uma rádio local.
A Casa Branca, procurada pela imprensa, não se manifestou oficialmente. O Departamento de Segurança Interna (DHS) também não comentou o assunto. Enquanto isso, as redes sociais seguem agitadas, com apoiadores e críticos de Musk debatendo o papel dos grandes empresários na política americana.
O bilionário, que recentemente anunciou novas demissões no X e enfrenta investigações regulatórias, não respondeu diretamente às declarações. Sua equipe jurídica também não se pronunciou. A expectativa é de que o tema continue gerando repercussão nos próximos dias.