Empresários franceses prometem a Lula investir R$ 100 bi no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com um grupo de grandes empresários franceses em Paris, durante agenda oficial na França, e recebeu promessas de investimentos da ordem de R$ 100 bilhões no Brasil. O montante deverá ser aplicado em setores estratégicos da economia brasileira ao longo dos próximos anos, com foco em projetos de alto impacto social e ambiental.

Entre as áreas prioritárias estão as energias renováveis, com destaque para a produção de hidrogênio verde, expansão de parques eólicos e solares, além de iniciativas de eficiência energética. No campo da infraestrutura, os franceses demonstraram interesse em modernizar portos, ferrovias e sistemas de mobilidade urbana nas principais capitais brasileiras.

A tecnologia também figura como pilar central dos investimentos. Empresas do setor digital pretendem instalar centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, voltados para inteligência artificial, cibersegurança e inovação em serviços financeiros. Já no agronegócio, a aposta é em agricultura de precisão, bioinsumos e técnicas sustentáveis que aliem produtividade à preservação ambiental.

Durante o encontro, Lula reforçou a importância da parceria franco-brasileira para impulsionar a transição ecológica e gerar empregos qualificados. Os empresários, por sua vez, elogiaram as reformas econômicas em curso e sinalizaram que o Brasil voltou a ser visto como destino seguro para capital estrangeiro de longo prazo.

Parte dos recursos também deverá apoiar programas de descarbonização e conservação da Amazônia, alinhados às metas climáticas assumidas pelo governo federal. A comitiva francesa anunciou que visitará o Brasil nos próximos meses para vistoriar áreas potenciais e assinar acordos definitivos com contrapartes brasileiras.

Para o Palácio do Planalto, a concretização desses aportes pode representar um salto na retomada do crescimento econômico, com reflexos positivos no PIB, na balança comercial e na geração de empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que os primeiros projetos comecem a sair do papel ainda neste ano.

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